quarta-feira, junho 29, 2005

Céu Azul

Sinto-me terrivelmente cansado, mais psicologica do que fisicamente. A situação das cavernas está a desgastar-me aos poucos e apesar de ter já agendada para a semana uma reunião com o IPPAR, a sensação é a de que "morrerei na praia".
Acho que amanhã farei uma pausa. Telefono para a Gaiola Dourada e aviso simplesmente que... Não vou!

terça-feira, junho 28, 2005

Tão perto e.. tão longe!

Cinemascope

Agora já se sabe porque é que o André andava "sumido". Estava a encenar o "Cinemascope". Se estiverem pelo Algarve, não percam!




Ver mais aqui

segunda-feira, junho 27, 2005

Dário-Urso



Pata aqui, pata acolá!

Melhor assim?

Zen

domingo, junho 26, 2005

pow!

sexta-feira, junho 24, 2005

Eu vou!

quinta-feira, junho 23, 2005

Noite



O fresco que entra pela janela, acaricia-me arritmadamente as costas já sem camisa. Tenho com a noite uma relação ambivalente porque, ao mesmo tempo que me acarinha os devaneios criativos e me ajuda a perceber a essência das coisas, também me crava no espírito os medos que pensava nunca vir a ter e me veda temporalmente a hipótese de escapar, de sair, de me libertar. Sou notívago por convicção e, no entanto, é na luz que revelo os meus gestos mais consequentes, quando da cor faço uma frase ou elaboro um discurso.
Viajar, no seu sentido mais lato, é para mim uma questão vital, uma necessidade que me (des)equilibra positivamente, que me torna produtor, fértil, água. De mim exijo o impossível e, ao mesmo tempo, resigno-me, colecionando significativas parcelas de frustração. Sou apenas a sombra daquilo que ousei sonhar. Errei e erro ainda. Errante.

terça-feira, junho 21, 2005

@peteceu-me

segunda-feira, junho 20, 2005

Vinho - VII

Uma pequena nota adicional ao post que fiz sobre o VIAJERO, o Vinho Tinto Chileno (Cabernet Sauvignon), há umas semanas atrás.
Muito recentemente, provei o VIAJERO (branco) e como já sabem, apesar de preferir os vinhos tintos aos vinhos brancos, fiquei agradavelmente surpreendido com a sua qualidade.
Agora que o calor aperta, parece-me uma escolha muito apropriada, especialmente quando o "aperitivo" é cozinhado e o apetite vem a caminho! Também serve para outro tipo de "entradas" mais frugais, embora para essas eu aposte antes num vinho mais seco.

Tchim-tchim!

domingo, junho 19, 2005

Corpo complexo I



(...)

Promete-me um beijo no céu-da-boca. Quero a humidade salgada do teu lábio de baixo. Quero contar as pregas do teu beicinho. Tatua-me o peito com a língua.
Promete-me que os nossos sentidos irão ferver em pirotecnia de fogo preso. Clarões de causa-efeito. Em cores de terra suada e quente.
Funde-te-me!!
Barbecua-me de amor.

Cadáver é, por definição, um corpo morto, principalmente de ser humano... pode ser associado a ruína, degradação, miséria... Será que esta imagem “sugere” uma situação “cadavérica” ? Esquisito????
“Tudo o que gera contradição é sinónimo de vida" (Dali, 1980)

Dentro de uma garrafa ficou o caranguejo. Viva a Liberdade! Vermelho, vermelho, aos nossos pés está um reflexo vermelho. Entrar no fresco da casa e deixar a sombra das pernas cá fora. Vou começar a contar? Dois, três, oito, catorze, Pim! Aleluia e Paz nas Alturas! Estou cego, estou cego!

E se eu não fosse assim, e se quem definiu o meu destino tivesse pensado outra coisa, e se a água girasse no sentido contrário, e se o vento não soprasse, e se eu não tivesse virado naquela esquina, e se não pudesse escolher, seria o mesmo?

Ninguém mata sem motivo, mesmo que este seja banal. E o que é a morte? A morte é a projecção de uma sombra longa debaixo das nuvens dos nossos sonhos.

por: Preciouzz, Catatau, Tong Zhi, Urso, Jonsi e Swatch

sábado, junho 18, 2005

Para descontrair...

Que tal uma terapia "manual"?!

sexta-feira, junho 17, 2005

Velocidades



À medida que vou vivendo este e neste mundo cibernético/virtual proporcionado pelo fenómeno Internet, vou-me apercebendo de alguns dos problemas a ele inerentes. Não, não estou a referir-me aos "blind dates" ou sequer ao aumento exponencial da Pedofilia, do Nazismo ou de tantos outros caminhos realçados por esta nova forma de comunicação inter-"pessoal"(?). Refiro-me essencialmente à questão da "velocidade"* com que se estabelecem contactos/relações que, quase sempre, acabam por ser fugazes, "estonteantes" e artificiais como fogo de vista (dito "de artifício").
Este tem sido um tema recorrente nas minhas conversas com as pessoas que me são mais próximas e latentemente, na prática, revela-se como uma zona pantanosa, onde se afundam até os mais promissores futuros!
A noção de que "não há tempo a perder" está de tal forma arreigada nas sociedades modernas que, embora perfeitamente desajustada até do próprio ritmo biológico e humano, é assumida pela maioria das pessoas que lida com e no mundo das Novas Tecnologias. Assim, confidenciamos grande parte da nossa vida a alguém de quem nem sequer o nome conhecemos, expondo-lhe as nossas fantasias e medos, como se o mundo fosse acabar já amanhã e não tivéssemos a oportunidade de tudo fazer, de tudo ter.
Sendo o assunto, obviamente, demasiado complexo e vasto para ser tratado num blog de "generalidades" como este, deixo-vos apenas o tópico. Têm tempo para gastar?

*Paul Virilio trata muito bem o assunto na sua obra "A Inércia Polar"

quinta-feira, junho 16, 2005

Broches Online

Às vezes o nome não diz tudo!



Lembrem-se de que os broches são como os táxis: há sempre quem esteja à espera de um!!!

E brochistas, há em todo o mundo!

quarta-feira, junho 15, 2005

Cadáver Esquisito



O conceito de "Cadáver Esquisito" surgiu com o Movimento Surrealista.
Gostaria de vos propor que fizéssemos o nosso próprio "cadáver esquisito". Para tal necessito que me enviem, até dia 19 de Junho às 24h, por email uma imagem com 300x100 pixel e um texto com cerca de 50 palavras. O resultado será "expost" neste mesmo local!
Vamos a isso?!?

terça-feira, junho 14, 2005

Tic-tac!

O Verão é a época mais propícia ao nascimento de Blogs! A cada hora nasce mais um, a cada segundo se gera outro. Estávamos mesmo a precisar de uma Relojoaria. O Swatch é o dono! O Urso e a Cidade desejam-lhe milhões de minutos de existência!

Daily Clark

Às vezes parece que estamos dentro de um comics book...



o Clark ajuda-nos nessa tarefa!

segunda-feira, junho 13, 2005

Eugénio (1923 - 2005)



As Amoras

O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.

Eugénio de Andrade ("O Outro Nome da Terra")


Por vezes chegamos a pensar que a vida podia ser sempre assim, sem stress nem tempo contado, sem a obrigação de ter ou de ser.
O calor, afinal, não se fez sentir com a intensidade esperada, o que foi do agrado de todos os convivas*. A simplicidade é essencialmente um estado de espírito.

Regressados agora ao bulício da cidade, às preocupações e ao trânsito, ligamos um a um, todos os interruptores que nos fazem parecer máquinas controladas e incansáveis. Trabalhamos para poder descansar.


Na caverna, finalmente, já tenho internet!



Agora será mais fácil gerir este blog e acompanhar os que o mantêm vivo!



*Sentimos falta dos que, por motivos justificados, não estiveram presentes e a eles brindámos também.

quinta-feira, junho 09, 2005

Escampodela

Estou quase de partida para o campo. A cidade, esta cidade, fica à vossa mercê, vós que sois omnipresentes e os querubins deste refúgio franco.



Durante quatro dias, darei aso aos meus vícios mais rurais, deixando de frequentar o Motel, de "fumar" no panasquim do costume, de ir à beira-mar ou ao Oriente, disfarçado ou assumido, mesmo quando a Linha me indica o caminho dos Homens da Água. Terei saudades até dos que não têm local próprio de poiso, mas que seguramente me alegram o dia!

quarta-feira, junho 08, 2005

Vinho VI

As temperaturas que se fazem sentir, exigem um vinho adequado, ou seja, fresco! Há imensos bons vinhos brancos ou verdes, que cumprem perfeitamente a sua função, embora devamos ter em conta de que a (excessiva) refrigeração os pode "estragar". As diferenças de temperatura a que um vinho é servido, pode modificar-lhe completamente a "personalidade". O tempo em que o vinho está no frio, deve ser ponderado e não há uma única e boa temperatura, sendo que, na maioria das vezes, colocá-lo no congelador não é uma opção sensata e pode matar-lhe o aroma e/ou o paladar.

Assim, trago-vos hoje um vinho branco, VLQPRD de 1996, da Ilha do Pico, nos Açores. Trata-se do LAJIDO, um vinho licoroso (daí o VLQPRD), de produção bastante reduzida e preço não excessivo (as garrafas de 1/2L).



O produtor refere:
"A vinificação de bica aberta, simples, como convém às coisas boas, gerou nos cascos um vinho com 14,5º de graduação. Um toque com fina aguardente viníca, no final da fermentação, um envelhecimento longo de três anos em madeira e uma selecção rigosrosa das melhores vasilhas, estiveram na origem da produção de apenas 20.000 litros deste Vinho Licoroso de Qualidade Produzido em Região Demarcada. Deguste-o ligeiramente fresco, só (eu juntar-lhe-ia um queijinho dos Açores...), apenas como aperitivo ou no final das suas refeições com sobremesas pouco doces."

O preço (garrafa de 1/2l) 7,95€ (Corte Inglês/Maio 2005)

Dir-vos-ei que este vinho é mesmo um "must", sucesso garantido, quando se tem visitas em casa ou na companhia de um livro, ao final da tarde, com música instrumental em "pano de fundo".

Provem-no e digam-me depois o que acharam! ok?

terça-feira, junho 07, 2005

Sentimento estranho

Passei o dia todo a esperar qualquer coisa. Não é por um Ferrero Rocher que espero, que esses não se vendem no Verão, nem tão pouco pelo massagista Nikolai, trata-se essencialmente de um “sentimente” (para rimar).
A turbulência diária, não só devido ao acumular de tarefas relacionadas com a “eterna” mudança de caverna, mas também graças à forma de como tem decorrido a respectiva “papelada e projecto”, têm-me transformado num stressado, sem tempo para os amigos.
Resta-me o blogoescape, que me diverte e descontrai.
Daqui a dois dias terei já (de novo) ligado o ADSL. Como estarei fora os quatro dias de “feriado”, só daqui a uma semana é que efectivamente poderei “postar” a horas mais próprias.
Onde é que eu ia?! Ah, que passei o dia a esperar algo a que não consigo dar corpo ou imagem. Por acaso até conseguia... mas não é bem isso pelo que tenho esperado. ;)
Sabem como é a sensação de nos termos esquecido de algo ou de estarmos atrasados para um compromisso que nem sequer existe?! Acho que esta é a melhor definição que encontro.
Será que combinei qualquer coisa convosco e me esqueci?!?
Terei deixado alguém à minha espera no Motel Prusidente?!?

segunda-feira, junho 06, 2005

Repto

Baixem o Défice, DEMITAM-SE!!!!

Esta coisa do pelo...



É impossivel conseguir contornar este tema. Odeio o tempo demasiado quente, porque fico "espapassado", irritado e nem sei para onde fugir. Ainda não comprei o ar condicionado e, com as despesas da nova caverna, duvido que seja este o "tal" Verão.
É horrível ter de admitir de que nos sentimos melhor no emprego do que em casa, para além de nos sentirmos obrigados a iniciar todas as conversas que temos com os "colegas", com um :"Está cá um calor!..." ou "Os americanos dizem que este vai ser o Verão mais quente de sempre!"...
Mas, de todas as frases feitas, a que eu mais detesto é a seguinte: "Pois...o calor dilata os corpos"! Eu não preciso de ter TODO o corpo dilatado!!!

Nota: Não podemos escolher apenas algumas partes?!?!

sexta-feira, junho 03, 2005

VeadUrso?



Tenham um fabuloso fim de semana!

quinta-feira, junho 02, 2005

Alguém falou em "curvas" ?...

Uma pata aqui, outra ali.

(um Urso que é urso, tem de "Expandir", n'é?!?)

Em colaboração com o Webcedário

Obrigado!

quarta-feira, junho 01, 2005

Dezassete anos (1 de Junho de 1988)

Há dias que se parecem com outros dias e outros dias há que se parecem com dia nenhum.

A tarde já anunciava que teria de partir e nada ou ninguém me sussurrou ao ouvido para que eu me demorasse um pouco mais, saboreando a brisa que prometia para o dia seguinte “um bom dia de feriado”. Facto é de que faz hoje precisamente dezassete anos que conheci a pessoa mais importante da minha vida, alguém que teve e ainda tem a suficiente paciência para lidar com os meus altos e baixos, com uma sensatez invejável e um enorme coração.
Ao longo destes anos temos sabido quase sempre tirar algumas lições das adversidades e discussões, porque temos diferentes perspectivas acerca da nossa relação com o mundo, connosco mesmos e com os outros e também porque temos aprendido a valorizar a nossa circunstância, mesmo quando ela não corresponde inteiramente ao que sonhámos, sabendo que a maior das recompensas pelo facto de estarmos juntos é a de termos a possibilidade de envelhecermos... juntos.