sexta-feira, outubro 29, 2004

All of André

Em boa hora o André fez um comentário ao Post sobre o De-Lovely. Visitei e gostei do blog que lhe pertence. Gostei especialmente do trailer
Parabéns, André!

sábado, outubro 23, 2004

Absolutely "De-loveled"

Ainda não vi o filme, mas a banda sonora deixa-me completamente "free-for-love" (leia-se: apaixonado!). Tenho que admitir que "este urso", que não pára de engordar, se sente tremendamente leve e vibrante com estas músicas tão felizes e glamorosas.
Tentarei ir vê-o amanhã(domingo). Logo escreverei qualquer algumas palavras!


De-Lovely
De: Irwin Winkler
Argumento: Jay Cocks
Com: Ashley Judd, Jonathan Pryce, Kevin Kline
Classificacao: M/12
EUA/GB, 2004, Cores, 125 min.

Argumento
Retrato musical do compositor norte-americano Cole Porter, repleto das suas canções inesquecíveis. De "Night and day" a "It''s de-lovely", Porter olha para a sua vida como se de um espectáculo se tratasse, em que as pessoas e os acontecimentos se transformam em actores num palco. O seu passado revela-se, incluindo a sua relação complicada com a mulher e musa Linda Lee Porter. O filme conta com as interpretações de Sheryl Crow, Robbie Williams, Alanis Morissette, Elvis Costello e Natalie Cole.

nos cinemas:
Lusomundo Amoreiras, Quarteto, Twin Towers, UCI Cinemas, Warner-Lusomundo Vasco da Gama



quarta-feira, outubro 20, 2004

move-se?

Uma noite qualquer



Já não me lembro de quando tirei esta fotografia, sei apenas quem eu esperava e que foi no outono passado. O banco de pedra sugava-me o calor do corpo e eu aproveitava o tempo escrevinhando algures sobre as tarefas dos dias que se seguiriam. Gastar o tempo que temos, pensando sobre o modo como gastaremos o tempo que tivermos, é uma espécie de autofagia poética, o fascínio pelo auto-retrato!

quinta-feira, outubro 14, 2004

lux-úria






terça-feira, outubro 12, 2004

Da porta da minha casa



Da porta da minha casa vê-se quase tudo
menos a porta da minha casa.
Olho para um lado e para o outro,
como se quisesse atravessar a estrada,
mas da porta da minha casa vê-se quase tudo
menos a porta da minha casa.

Se dou um passo em frente
vejo o mundo dos outros que se mistura com o meu
e também vejo a porta da minha casa,
de onde se vê quase tudo
menos o mundo dos outros que se mistura com o meu.

Se dou dois passos em frente
sou visto pelos outros, às portas das suas casas,
de onde se vê a porta da minha casa,
mas não se vê o que eu vejo,
que é quase tudo o que não vêem
os que estão às portas das suas casas.

Dou mais alguns passos
e estou à porta da casa do outro.
É magnífico o que se vê da porta da sua casa.


15.55h, 12out04

segunda-feira, outubro 11, 2004

Dizem por aí

Soube há pouco que o Velho Urso começou a perder o "medo informático" e criou o seu próprio blog. Chama-se "Dizem por aí..." e é uma espécie de "patchwork" (sem ofensa) bloguístico, um "this, I like" da blogsfera. Ele está compostamente entusiasmado! :)

"Tenha cuidado, tenha muito cuidado!"



A agitação, mais política do que social, que se perspectiva para este país (eu sei que o senhor dono do blog não gosta que eu fale de política... mas que me desculpe, porque é impossível deixar de falar) está a deixar-me zonzo, como que anestesiado, embora com uma irritação das antigas.
Agora os senhores deste país e não sei de quem terá sido a tão fantástica ideia, resolveram que se iria começar a incluir nos recibos de vencimento "mensagens de prevenção" sobre os perigos da Sida.
É inaudito! Cada vez que recebermos o salário, sentir-nos-emos uns viciados em comportamentos de risco, uns sexodependentes, uns incapazes de pensar! É uma fantochada, principalmente se pensarmos que se deve é investir nas campanhas escolares (escolas preparatórias e secundárias) e não fazer de conta que se está a lutar contra o avanço da doença! Que pensarão? Que iremos mostrar os nossos recibos de vencimento aos nossos filhos, dizendo: "Vês? O serviço do papá aconselha que o papá use sempre preservativo nas relações ocasionais!"?
Esta medida "ligeiramente" patética de pouco ou nada servirá, para além de trazer o assunto à "baila". Enquanto existir um absolutamente falso moralismo, que quase tudo aceita desde que não se veja nem se fale, pouca alteração se verá nos comportamentos de todos. É um problema de base, não se trata com adereços!

quinta-feira, outubro 07, 2004

Dedicado ao meu País






Ponte Vasco da Gama

No dia em que a ponte foi só minha.

terça-feira, outubro 05, 2004

Mini-saia não entra!

De mal a pior... A Escola C+S de Colares resolveu acabar com a indecência!
Nós diremos apenas e citando Martin Niemoller: "...levaram primeiro os Comunistas, e eu não falei porque não era Comunista. Depois levaram os Judeus, e eu não falei porque não era Judeu. A seguir levaram os sindicalistas, eu não falei porque não era de um sindicato. Depois foram os Católicos e eu não falei porque era Protestante. Por fim levaram-me e não restava ninguém para falar.*"

*(emprestado do "Dicionário de Silêncios")

hibernar

Apetece-me hibernar! Mergulhar num sono reparador e acordar daqui a alguns meses, já depois das "Celebridades" se terem esgatanhado umas às outras, do PSL ter sido apanhado com crack no bolso numa discoteca qualquer em Nova Iorque, de todas as mudanças que se adivinham terem passado a sua fase aguda!
Mesmo achando que deve haver lugar para todos os animais, noto que é difícil ser-se urso num mundo de gazelas e de toupeiras. A vida parece ser mais generosa para quem é elegante e (quando sente o perigo) se escapa rapidamente ou tem a capacidade de se esconder e minar subrepticiamente.

Apetece-me hibernar para descansar das emoções que em tempos me cansaram e também das que devia ter tido e não tive. A poesia come-se, tal como as framboesas ou os mirtilos, porque contém vitaminas indispensáveis ao bom funcionamento mental.

Subitamente lembro-me dos esconderijos que a cidade tem, muito menos do que costumava ter, e dos jogos de sedução e de encanto (e também de desencanto) que povoaram a minha infância como "cria de urso", num tempo em que ainda não se falava de doenças.

A cidade é um local de paredes. De paredes que separam, que aconchegam, que isolam, que têm ouvidos, que albergam mundos únicos e que têm pouca vocação para a confissão. As paredes tornam o nosso mundo mais estruturado, dando-nos a sensação de que estamos seguros e que nelas podemos criar janelas com fotografias ou pinturas que são só nossas.

daddy me...

Para quem gosta de daddies...






segunda-feira, outubro 04, 2004

Pior ainda



Infelizmente e isso não nos serve de consolo algum, há sempre quem esteja muito pior que nós.. basta ver o que se passa no Uganda, supostamente um dos países mais liberais do continente africano...

mesmo aqui ao lado...

Pois é, "nuestros hermanos" dão cartas, uma vez mais, nesta europa tão cheia de desigualdade. A aprovação da lei que consagra a união dos homossexuais, atribuindo-lhe também o directo de adopção e de divórcio, prometida e cumprida por Zapatero, deixa-nos ainda mais afastados dessa europa que se moderniza e adapta à actual realidade social.

Muito se tem escrito na Blogayesfera sobre este assunto. Mesmo não trazendo nada de novo à discussão, quero aqui formular o desejo de que, em breve, Portugal possa seguir o exemplo espanhol. Não nos esqueçamos que juntos poderemos fazer alguma diferença.

sexta-feira, outubro 01, 2004

Tentativa II


Com a idade aprendi a valorizar o tempo de pausa, de uma forma diferente. Já não corro tanto, literalmente e também em sentido figurado, e sobrevêm-me à mente as palavras de Pessoa : "Que bom é não ter nada para fazer,...".
Após a Revolução e eu insisto em chamar-lhe "Revolução", a liberdade de ser e de sentir parecia que tinha vindo para ficar, mas não foi bem assim. As calças largas, os cabelos compridos, as barbas e os cavanhaques duraram pouco, o que deixou algumas marcas naqueles que acreditaram num país melhor.
Mas a tão já famosa "Globalização" começou a espalhar os seus tentáculos e hoje somos apenas peões num tabuleiro sem cores. Não quero parecer derrotista, mas factos como: o PSL estar a gerir os destinos do nosso país, as milionárias "reformas" da CGD e infelizmente tantas outras novidades que ultimamente têm vindo a publico, fazem-me querer outro país, talvez um que não exista!

(Urso: espero que não me excluas deste blogolugar... prometo para a próxima, falar de outras coisas, ok?)

Teddy me...

Estou a tentar que se consiga ver alguma coisa aqui em baixo, onde está o espaço em branco!






Sou um bronco! Já está.. graças a consultoria externa! ;)

O Dia do Conhecido

Acabo de chegar à minha caverna. Há festa no andar de cima e pouco me apetece dormir, talvez seja porque o meu pelo há muito que não vê mão alheia ou outra razão qualquer, com certeza menos romântica (literariamente falando).
Hoje cruzei-me com um grupo de ursos meus conhecidos. É estranho que a palavra "conhecido" tenha tantos cambiantes e simultaneamente seja tão falsa. Com um deles tenho mantido, ao longo dos últimos anos, uma relação cordial e simpática, e não sei se é pelo facto de se ter "casado" e de se ter tornado mais sisudo e aparentemente mais desconfiado, dei por mim a pensar que afinal não o "conhecia" assim tão bem. Tenho pena que pareça estar a surgir algum afastamento.

Como diz um amigo meu, contrapondo Ortega y Gasset, "Nós não somos nós e a nossa circunstância. Nós somos apenas a nossa circunstância!" ou como diz o povo: "diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és"!

A pata segura-me a cabeça enquanto revejo este desinteressante post. Afixo-o porque quero marcar este dia. Dia Primeiro de Outubro, o "Dia do Conhecido"!